

PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICANÁLISE E RELAÇÕES DE GÊNERO
ANO V - TURMA 5 - (2026/2027)
"UMA FORMAÇÃO PARA QUEM SENTE QUE A CLÍNICA FICOU MAIS COMPLEXA DO QUE A FORMAÇÃO QUE RECEBEU"

"Muitos profissionais chegam até nós depois de sessões em que perceberam que sua formação não deu sustentação suficiente para escutar questões de gênero, sexualidade, raça, dentre outros marcadores, sem improviso, silêncio ou reprodução de violências."
O Curso de Especialização em Psicanálise e Relações de Gênero: Ética, Clínica e Política destina-se a profissionais que trabalham com a escuta e que buscam capacitação pelo conhecimento de novos rumos da teoria psicanalítica e sua implicação no contexto das múltiplas relações de gênero. Nossa metodologia central de trabalho é manter em movimento a máxima freudiana de nos perguntarmos o que não estamos escutando em nosso tempo e quais são os mal-estares da nossa cultura. Com um time de professores, textos e alunos/as/es que não são somente brancos, cisgêneros e heterossexuais, marcados por um discurso elitista e desimplicados do reconhecimento dos processos coloniais do Brasil, nosso proposta é construir um percurso de formação que esteja sempre atento as demandas de seu tempo. O curso não ter por propósito ser uma formação em teoria psicanalítica, ou seja, ele não irá apresentar, meticulosamente, um percurso em psicanálise, mas fará uma (re)leitura dos conceitos que forem básicos para pensarmos psicanálise e relações de gênero. A pós-graduação em “Psicanálise e Relações de gênero: Ética, Clínica e Política” visa a promover, desenvolver e aperfeiçoar a escuta clínica em transferência, seja em intensão ou extensão, em clínica pública ou privada (hospitais, escolas e demais instituições) para o exercício profissional diante da psicanálise, gênero e suas intersecções.
Quando falamos em relações de gênero, pensamos na categoria gênero como um elemento central do nosso trabalho, mas não isolado das suas intersecções com outras categorias, como raça, etnia, classe, orientação sexual, religião, deficiência, nacionalidade etc. Assim, neste curso de pós-graduação, nós buscamos pesquisadores que, em seus fazeres clínicos, éticos e políticos, levam em consideração, não como elemento central, mas como elemento não passível de isenção, os atravessamentos singulares das relações de gênero. Além disso, são profissionais que, em seu campo de atuação, deixam que a escuta seja primária em relação à teoria e fazem dos seus corpos ações políticas, partindo do pressuposto de que a sua teoria, independentemente da linha teórica adotada, não é imparcial frente a estigmas, violências e discriminações de seu tempo.


Por que essa formação se tornou urgente?
A clínica contemporânea tornou-se mais complexa do que aquela para a qual a maioria das formações psicanalíticas preparou seus profissionais. Questões relativas a gênero, sexualidade, raça, classe e política atravessam hoje a escuta de maneira incontornável, produzindo impasses clínicos reais diante dos quais muitos analistas se veem inseguros, silenciados ou compelidos a improvisar. O preço dessa lacuna não é apenas teórico — é clínico, ético e político.
O Curso de Especialização em Psicanálise e Relações de Gênero: Ética, Clínica e Política nasce da constatação de que grande parte das formações tradicionais ainda trata essas questões como temas periféricos ou externos à clínica, desconsiderando suas intersecções e seus efeitos diretos na produção do sofrimento psíquico. Essa ausência contribui para a manutenção de práticas desatualizadas, patologizantes e, muitas vezes, produtoras de violência simbólica na escuta.
Esta formação propõe enfrentar esse impasse ao oferecer um percurso que não se limita à aplicação técnica de teorias psicanalíticas, mas que convoca o/a profissional a sustentar uma posição clínica ética, crítica e historicamente situada. A partir da articulação entre psicanálise, estudos de gênero e reflexão política, o curso promove uma escuta atenta aos “mal-estares” do nosso tempo, em consonância com a máxima freudiana de interrogar aquilo que ainda não estamos escutando.
A proposta se constrói também a partir de um corpo docente, de textos e de uma comunidade acadêmica plural, composta por diferentes experiências, trajetórias e identidades, comprometida com o reconhecimento dos processos coloniais que atravessam a história da psicanálise no Brasil e seus modos de transmissão. Trata-se de produzir conhecimento sem neutralizações, atento às relações de poder que atravessam a clínica e a formação.
Assim, o curso se torna fundamental para profissionais que desejam exercer a psicanálise em contextos clínicos diversos — públicos ou privados, em hospitais, escolas e outras instituições — sem repetir normatividades, estigmas ou silêncios. Mais do que oferecer respostas prontas, esta formação visa sustentar uma escuta clínica capaz de acolher a complexidade das intersecções de gênero e seus efeitos na subjetividade e nas relações sociais.


A PRIMEIRA
E ÚNICA PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICANÁLISE E GÊNERO DO BRASIL
DESTE 2022.
Funcionamento
Saiba como funciona o curso e se organize para estudar conosco.
Frequência:
Encontros mensais.
Sextas-feiras
e Sábados.
Duração:
São 22 módulos, (de março de 2026 a outubro de 2027) com 20 horas/aula por mês.
Avaliação:
Presença + trabalho de conclusão de curso.
Horário:
Sexta das 18h às 22h e
Sábado das 09h às 12h e
13:30 às 16:30.
Aulas síncronas.
O curso é totalmente on-line. As aulas do curso serão apenas síncronas (ao vivo). O curso não será gravado.
Prática Clínica
Opcional, via outro projeto interno do instituto.
Trabalho de Conclusão:
Elaboração de um artigo de monografia, com apresentação e aprovação em banca.
Requisitos para
Inscrição:
Ter finalizado uma graduação em qualquer área de conhecimento.
Um conhecimento básico de psicanálise é recomendado para fazer este percurso de especialização.

Reconhecimento
e Promoção
O curso é Lato Sensu. Reconhecido pelo MEC com carga horário total de 360h. Ao final do percurso o/a/e aluno/a/e, se aprovado em todas as etapas, receberá o título de especialista em Psicanálise e Relações de Gênero: Ética, Clínica e Política.
Este curso não se sustenta em nomes, mas no modo como cada docente articula teoria, clínica e política a partir de impasses reais da escuta contemporânea.
Alinhados com grupos de psicanalistas que integram os fenômenos sociais, políticos e subjetivos em suas práticas, buscamos ultrapassar a dicotomia entre indivíduo e sociedade. Para isso, o curso inclui uma interlocução com campos como história, sociologia, filosofia, ciência política e antropologia, proporcionando uma visão multidisciplinar que enriquece a análise psicanalítica e amplia a compreensão dos fenômenos sociais e subjetivos.
Ao integrar saberes e experiências de diferentes áreas do conhecimento, buscamos uma formação que não apenas capacite os alunos na teoria e prática psicanalítica, mas também os prepare para a complexidade das questões contemporâneas relacionadas à diversidade sexual e de gênero.
Com o apoio de nossos parceiros, o IPPERG se dedica à formação e qualificação de profissionais comprometidos com um atendimento clínico ético e inovador, fundamentado no respeito à diversidade e nas demandas de nosso tempo. Se você busca uma formação que vai além da psicanálise tradicional, ampliando sua compreensão sobre as relações de gênero e seus desafios sociais, este curso é para você.
Inscreva-se e faça parte de um projeto que transforma a escuta clínica e promove mudanças significativas no cuidado das diversidades sexuais e de gênero.

Conheça nossos professores:


O percurso formativo reflete essa posição clínica: uma travessia progressiva, não uma soma de disciplinas. Conheça a nossa nova matriz curricular:



DEPOIMENTOS:
Confira os feedbacks dos nossos alunos/as/es:

Vagas Reparatórias
O curso oferece Vagas reparatórias nas modalidades de bolsas de 100%, 50% e 30%, destinadas exclusivamente a pessoas trans (travestis, transexuais e transgêneras), pessoas negras (pretas e pardas), pessoas indígenas, pessoas pertencentes a povos e comunidades tradicionais e quilombolas, e pessoas 60+, com prioridade para candidaturas em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
Inscrições: 20 de novembro a 20 de dezembro de 2025.
Análise documental: 20 de dezembro de 2025 a 05 de janeiro de 2026.
Entrevistas: 10 de janeiro de 2026.
Deliberação: 11 a 15 de janeiro de 2026,
Divulgação do resultado final: 16 de janeiro.
















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